O NPDE é a instância não acadêmica da Cia. da Ilusão, é o espaço onde exercita-se a criação teatral: o texto dramático, os diversos gêneros dramáticos e escolas estéticas, o autor e sua contemporaneidade, a transfiguração do texto literário, a essência da cena, o corte preciso na ação da personagem, o mais preciso dos signos veículos, o momento em que a emoção/intenção esteja no ponto máximo da sua ebulição, a fruição, a visualização, a instalação; a materialização do discurso.
Até o fim do século XIX tais questões eram menos essenciais, no sentido de que só se podia cogitar uma única resposta: tudo devia ser posto em ação para que o poder ilusionista do espetáculo atingisse a máxima eficiência. O ideal, jamais alcançado, mas sempre pretendido, seria mesmo que o espectador confundisse a ficção do espetáculo com a realidade.
O estudo da arte de conceber, construir e animar o espaço cênico permite fazer pelo menos uma constatação: a da extraordinária diversificação das práticas, se adotarmos como termo de comparação o monopólio do ilusionismo convencional que reinava sobre os palcos do século XIX. Proliferação de experiências empíricas, multiplicação de doutrinas, tudo isso proporcionou a coexistência, hoje em dia, das mais diversas realizações.
As opções do encenador, suas escolhas estéticas e técnicas, pressupõem que ele se tenha interrogado sobre aquilo que pretende mostrar, e sobre a maneira pela qual deseja que o espetáculo seja apreendido.
A encenação deve formar um sistema orgânico completo, uma estrutura onde cada elemento se integra ao conjunto, onde nada é deixado ao acaso, e sim, possui uma função na concepção do conjunto. Toda encenação instaura uma coerência. Jacques copeau: “Por encenação entendemos: o desenho de uma ação dramática. É o conjunto dos movimentos, gesos e atitudes, a conciliação das fisionomias, das vozes e dos silêncios; é a toalidade ddo espetáculo cênico, que emana de um pensamento único, que o concebe, rege e o harmoniza”.
A dramaturgia, em seu sentido mais genérico, é a técnica ou a poética da arte dramática, que procura estabelecer os princípios da construção da obra, seja a partir de exemplos concretos ou a partir de um sistema de princípios abstratos. Essa noção pressupõe um conjunto de regras especificamente teatrais cujo conhecimento é indispensável para escreve r uma peça teatral e analisá-la concretamente. A dramaturgia, teoricamente só ganhe existência quando associa-se com os demais elementos de uma encenação teatral.
Essa diversificação é também produto de uma longa memória. Curiosamente, o teatro, que é - como já foi dito tantas vezes – a arte do efêmero, nunca para de se lembrar, de dar continuidade, de redescobrir.
O NPDE foi criado pela necessidade que os atores formados pela Cia. da Ilusão, na metodologia stanislavskiana, tinham de acesso a outras poéticas de interpretação para uma formação mais contemporânea e ampliação das suas habilidades; necessidade que os professores da Cia. da Ilusão tinham de exercitar as sua poéticas; necessidade que a Companhia da Ilusão tem de estender as suas atividades não acadêmicas, portanto esse projeto é oportuno para revelar essa delicada e vigorosa humanidade.
CONTOS DE OUTONO
autoria e encenação de Ricardo Torres
Espaço G 51 - Brasília - DF
Maio de 1994
CUIDADO COM O TAMANDUÁ-BANDEIRA
autoria de Mário Zumba
encenado por Alberto Bruno
Auditório da Imprensa Nacional - Brasília - DF
Novembro de 1994
TNCS - Sala Martins Pena - Brasília –DF
Abril de 1995
Teatro Dulcina - Brasília - DF
Maio de 1995
Chez Michou - Projeto Sábado Criança - Brasília - DF
Junho de 1995
Teatro Municipal - Sertãozinho - SP
XI Mostra Nacional de Teatro
Maio de 1995
Teatro Municipal - Anápolis - GO
XII Mostra Nacional de Teatro
Julho de 1995
ROSITA
autoria de Federico Garcia Lorca
encenado por Antônio Fábio
Teatro Dulcina - Brasília - DF
Maio de 1995
Teatro Municipal - Sertãozinho - SP
XI Mostra Nacional de Teatro
maio de 1995
Teatro Municipal - Anápolis - GO
XII Mostra Nacional de Teatro
julho de 1995
Teatro Municipal - S. J. dos Campos - SP
XII FESTIVALE
setembro de 1995
O CALIFA DA RUA DA SABÃO
autoria de Artur Azevedo
direção de Alberto Bruno
Teatro Conchita de Moraes - Brasília - DF
05 a 27 de outubro/96
Teatro da Praça - Taguatinga - DF Projeto Temporadas Populares
23 e 24 de janeiro/97
Teatro de Bolso – Brasília – DF
15 a 31 de outubro/99
Teatro da Caixa – Brasília – DF – Projeto Teatro Porta Aberta
17 a 19 de dezembro/99
Projeto Encena Brasil – direção de Alberto Bruno e Antônio Fábio
Teatro Nacional Cláudio Santoro – Sala Martins Pena
08 a 11 de novembro de 2001 – Brasília - DF
UBU REI
autoria de Alfred Jarry
encenado por Antônio Fábio
projeto Teatro Porta Aberta
Casa do Teatro Amador – Brasília – DF
27 a 29 de junho de 97
A CONDESSA VERMELHA
autoria e encenação de Wilton Oliveira
adaptado da obra de Georges Pichard
Teatro Galpão - Gama - DF
15 e 16 de março.97
LISÍSTRATA
autoria de Aristófanes
adaptado e dirigido por Antonio Fábio
projeto Teatro Porta Aberta
Casa do Teatro Amador – Brasília – DF
11 a 14 de dezembro.97
SERVIDOR DE DOIS AMOS
autoria de Carlo Goldoni
dirigido por Antônio Fábio e Alberto Bruno
projeto Teatro Porta Aberta
Teatro da Caixa – Brasília – DF
16 a 19 de julho de 98
PROJETO: O BRASIL DE MONTEIRO LOBATO
A CAÇADA DE PEDRINHO E O PÔR DO SOL DE TROMBETAS
Adaptado e dirigido por Alberto Bruno
01 de julho a 02 de agosto de 1998
Foyer da Sala Villa-Lobos – TNCS
Brasília – DF
AURORA DA MINHA VIDA
autoria de Naum Alves de Sousa
adaptado e dirigido por Alberto Bruno
projeto Teatro Porta Aberta
Ensaio Aberto – Casa do Teatro Amador – Brasília –DF
05 e 06 de dezembro de 98
Teatro da Caixa – Brasília – DF
11 a 14 de março de 99
A VIDA É SONHO
autoria de Calderón de La Barca
adaptado e dirigido por Antônio Fábio
projeto Teatro Porta Aberta
Teatro da Caixa – Brasília –DF
10 A 12 de setembro de 99
O BURGUÊS FIDALGO
autoria de Molière
adaptado e dirigido por Antônio Fábio
projeto Teatro Porta Aberta
Teatro da Caixa – Brasília – DF
5 a 7 de maio de 2000
Teatro Municipal de Luziânia – GO
9 a 11 de julho de 2000
Teatro de Pirenópolis – GO
26 e 27 de julho de 2000
LISÍSTRATA
autoria de Aristófanes
adaptado e dirigido por Antônio Fábio e Alberto Bruno
projeto Teatro Porta Aberta
Teatro da Caixa – Brasília – DF
15 a 17 de dezembro de 2000
ROMEU, JULIETA, A AMA E O FREI
Adaptado e dirigido por Alberto Bruno
Projeto Sessão Maldita
Teatro de Bolso da Cia. da Ilusão – Brasília - DF
08,09,15 e 16 de dezembro - 2000
FREDERICO
Direção de Alberto Bruno
Projeto Sessão Maldita
Teatro de Bolso da Cia. da Ilusão – Brasília - DF
22, 23, 29 e 30 de dezembro – 2000
FICANDO COM...ROMEU & JULIETA
Autoria de Alberto Bruno
Direção de Alberto Bruno e Jacyara de Carvalho
Espaço Cultural da Anatel – Brasília - DF
Dias 11, 12 e 13 de Maio de 2001
Sala Alberto Nepomuceno – TNCS – Brasília – DF
17, 18, 24 e 25 de agosto de 2001
Sala Martins Penna do TNCS – Brasília –DF
Dias 16 e 17 de junho de 2004
O INSPETOR GERAL
Autoria de N. Gogol
Adaptado e dirigido por Antônio Fábio
Projeto Teatro Porta Aberta
Teatro Nacional Cláudio Santoro – Sala Martins Pena – Brasília - DF
07 a 09 de setembro de 2001
OS DRAGÕES
Adaptação de Antônio Fábio
Direção de Alberto Bruno
Projeto Sessão Maldita
Teatro de Bolso da Cia. da Ilusão – Brasília - DF
24 e 25 de novembro – 01 e 02 de dezembro – 2000
Teatro de Bolso da Cia. da Ilusão – Brasília - DF
20 de Setembro a 24 de Novembro de 2002
Projeto Solos em Cena – Sala Alberto Nepomuceno do TNCS – Brasília - DF
Dia 28 de Novembro de 2002
I Mostra SESC de Teatro Candango
Espaço JK – Brasília – DF
Dia 24 de outubro de 2003
Palco Giratório - Teatro SESC Garagem – Brasília – DF
Dia 09 de julho de 2004
SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
De W. Shakespeare
Direção de Alberto Bruno
Projeto Teatro Porta Aberta
Teatro da Caixa – Brasília – DF
09, 10 e 11 de Dezembro de 2002
16 a 25 de Maio de 2003
CHAPEUZINHO BERBELHO E O LOBO BAU
Autoria e Direção de Alberto Bruno
Condomínio AOS 07 – Brasília - DF
Dia 19 de Maio de 2001
Teatro Nacional Cláudio Santoro – Sala Alberto Nepomuceno - Brasília – DF
06, 07, 13 e 14 de outubro de 2001
Sala Plínio Marcos – Complexo Funarte – Brasília DF
25 de Maio de 2005
MARIA PADILHA “Anjo & Demônio”
Texto e direção de Alberto Bruno
Teatro de Bolso da Companhia da Ilusão
18, 19, 20 e 21 de Agosto de 2006
09 de Outubro de 2006
Sala Martins Pena – TNCS – Brasília DF
14, 15 ,16 e 17 de Junho de 2007
DISCUTINDO WILDE – A COMÉDIA
Texto de Alberto Bruno
Direção de Alberto Bruno e Regina Sant`Anna
Sala Martins Penna – TNCS – Brasília DF
28, 29 e 30 de Março de 2008
Teatro dos Bancários – Brasília DF
01 à 04 de Maio de 2008
Teatro da Escola Parque 308 Sul
09, 10, 11, 16, 17 e 18 de Maio de 2008