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HÚMULUS E A DUQUESA DE BRIGNOC
Órfão criado pela dominadora e egocêntrica avó, a Duquesa de Brignoc, Húmulos tem um pequeno problema: ele consegue pronunciar apenas uma palavra por dia. Quando se apaixona por Helena, o jovem decide economizar a palavrinha diária (a avó o obrigava a pronunciar uma palavra pomposa por dia) para formular uma declaração de amor à amada. É em torno dessa trama que a turma de Nìvel 1 do Curso de Teatro da Companhia da Ilusão levou ao palco do Cenec, nos dias 26 e 27 de junho, a peça Húmulus e a Duquesa de Bringnoc, livre adaptação da peça “Humulus, o mudo”, do dramaturgo francês Jean Anouilh.
Com adaptação e direção de Alberto Bruno, a peça ganhou ares de comédia del’Arte e mostrou no palco uma família cheia de tradições. Para o ator Augusto Casanova, que interpretou Heitor, fiel companheiro da Duquesa. O maior desafio foi interpretar os modos aristocratas, que beiram a “frescura”, de seu personagem. Ele conta que foi necessário um extenso trabalho de corpo para dar o tom correto ao personagem e ressalta a necessidade de conhecer o contexto da época que a peça retrata.
Para o intérprete do Aio, responsável pela educação de Húmulus, o ator Jaider Marcos, de 31 anos, o grande desafio foi o de deixar os próprios modos de lado para construir a personagem, de acordo com o método do Constantin Stanislavski e com a direção. “É difícil chegar ao que o diretor quer, a partir da desconstrução de si mesmo”, pondera o Jaider.
Ele contracenou com o ator convidado Roberto Ávila, de 29 anos, que interpretou Húmulus. Ator em formação pela Companhia da Ilusão, Roberto participou de três montagens durante esta edição do Projeto Teatro de Bolso. “Cada personagem representou um novo desafio”, afirmou Roberto, referindo-se até mesmo a Húmulus, personagem que já havia interpretado quando estava no primeiro semestre do curso. “Por ser mudo, o personagem exige muita expressão corporal, o que é um desafio para mim”.
A Duquesa foi interpretada por duas atrizes. Na primeira fase, por Lilian Angelotti, de 31 anos; e na segunda, por Paula Jacobson, de 34. Lilian conta que teve bastante trabalho para compor a personalidade extravagante e espalhafatosa da duquesa, mas que a experiência superou suas expectativas. “Sempre tive curiosidade em relação ao teatro. Estou num trabalho muito sério e o teatro acabou significando para mim uma forma de extravasar”, conta ela. Já Paula, que interpretou a duquesa no momento da peça em que ela está totalmente bêbada, teve de quebrar vários paradigmas para dar movimentos “grandes” e exagerados que sua personagem exigia. “O diretor me ajudou muito no processo”, lembra.
Também participou da peça a atriz Cristina Silva.
Créditos: MATÉRIA: Mariana Zanatta. FOTOS: Companhia da Ilusão
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